Manutenção de rodovias estaduais pode parar por falta de pagamentos; empresas estão há quatro meses sem receber
Atraso nos repasses do governo estadual ameaça serviços essenciais como tapa-buracos, roço e sinalização em mais de 3,4 mil km de estradas administradas pelo DER-RN.
Empresas responsáveis pela manutenção da malha viária estadual do Rio Grande do Norte afirmam estar há quatro meses sem receber pagamentos do governo do Estado e alertam para a possibilidade de paralisação dos serviços a partir desta semana.
Segundo as prestadoras, a última medição quitada ocorreu em outubro de 2025. Caso a situação não seja regularizada, poderão ser suspensos serviços essenciais em grande parte dos 3.460 quilômetros de rodovias estaduais administradas pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER-RN). A rede é dividida em sete distritos regionais: Mossoró, Caicó, João Câmara, Nova Cruz, Natal, Pau dos Ferros e Santana do Matos.
Entre os serviços ameaçados estão tapa-buracos, roço, sinalização, limpeza de bueiros e manutenção de pontes. As empresas alegam que não conseguem manter as atividades sem pagamento, já que os insumos são adquiridos à vista junto aos fornecedores.
Os prestadores também criticam a falta de solução por parte da Secretaria Estadual da Fazenda e do DER-RN. Procurada, a diretora-geral do órgão, Natécia Nunes, informou por meio da assessoria de comunicação que os pagamentos referentes à segunda etapa do Programa de Recuperação de Rodovias estão em dia e que os serviços continuam sendo executados.
O presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), José Augusto Rego, destacou a importância da manutenção contínua das estradas para evitar prejuízos ao tráfego e ao escoamento da produção. Ele afirmou que alguns trechos já necessitam de reparos, especialmente serviços de tapa-buraco.
A situação das rodovias também tem motivado cobranças de deputados estaduais na Assembleia Legislativa. Parlamentares têm apresentado requerimentos solicitando recuperação de diversos trechos, citando problemas de buracos, riscos estruturais em pontes e dificuldades para o transporte de cargas.
Com informações da Tribuna do Norte
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