Suspensão de visitas em Alcaçuz provoca revolta e familiares protestam em frente ao presídio potiguar
Manifestação foi convocada após familiares serem impedidos de entrar na unidade. Seap afirma que a suspensão das visitas decorreu de ação do Sindicato dos Policiais Penais e não de decisão da administração penitenciária.
A suspensão das visitas sociais no Pavilhão 4 da Penitenciária de Alcaçuz, nesta segunda-feira (3), desencadeou uma onda de indignação entre familiares de internos, que convocaram um protesto pacífico em frente à unidade prisional. A mobilização ganhou força nas redes sociais após relatos de visitantes impedidos de entrar no presídio.
Segundo familiares, a revolta ocorre porque a fuga de presos foi registrada na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, localizada no mesmo complexo, mas em outra unidade. Para eles, não haveria justificativa para suspender as visitas em Alcaçuz.
"Querem cancelar as visitas do presídio da frente, que não tem nada a ver com a fuga. Hoje os familiares foram visitar e não deixaram entrar. Vamos fazer um protesto pacífico", afirmou uma das organizadoras.
Diante da repercussão, a Diretoria-Geral da Polícia Penal (DGPP), vinculada à Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), divulgou nota esclarecendo que a suspensão das visitas não foi determinada pela administração penitenciária.
De acordo com a DGPP, a competência para suspender visitas sociais é do Juízo da Execução Penal. A secretaria informou ainda que a interrupção das visitas nesta segunda-feira ocorreu em razão de uma ação promovida pelo Sindicato dos Policiais Penais, que teria comprometido a rotina da unidade e inviabilizado o acesso dos familiares.
A Seap também destacou que os materiais entregues pelos familiares continuam sendo recebidos e encaminhados normalmente aos internos, informou que as visitas serão reagendadas em nova data e afirmou estar adotando as medidas administrativas cabíveis, além de comunicar o ocorrido aos órgãos competentes.
Enquanto aguardam uma solução, familiares prometem manter a mobilização de forma pacífica, cobrando a retomada das visitas e defendendo que os internos do Pavilhão 4 não sejam penalizados por um episódio ocorrido em outra unidade do sistema prisional. A expectativa agora é por uma definição das autoridades sobre o restabelecimento das visitas sociais.
O A Voz de Parnamirim tentou contato com a direção do Sindppen-RN para se pronunciar mas até o fechamento dessa matéria ainda não conseguimos retorno.
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